quinta-feira, 21 de outubro de 2010

pseudo-soneto da sereia

A roda chamou a sereia
Batendo no rítmo do mar
Ela veio e se deitou na areia
Cansada de tanto nadar

O menino a viu na maré cheia
E a visão fez-lhe faltar o ar
O canto vindo dos lábios da sereia
Fez o menino se encantar

Mas não é culpa da sereia
De olhos e cabelos negros molhados do mar
Se o menino criado na areia

Se arrisca e se joga tentando nadar
Não é culpa da sereia
Se ela parte e o encanto faz o menino se afogar

4 comentários: