segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Embolada da Morte (poesia rítmica)

A morte anda no mundo
Trajada num manto preto
Matando de casa em casa
Assustando os vilarejos

Vem montada num cavalo
Cavalgando contra o vento
Vai chegando no silêncio
Com seu bafo pestilento

Todo corpo que ela toca
Logo a vida se entorta
Com seu dedo fino seco
Toca a mão do esqueleto
Morre o branco e morre o preto
Quem sobrar morre de medo

O escuro manto da morte
Quando cai sobre a cidade
Mata o fraco e mata o forte
Não há dó nem piedade

Quando o manto se desfaz
Vê-se a calamidade
Deixa a morte para trás
O fedor da sua maldade

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