sexta-feira, 6 de maio de 2011

...poesia dos sentidos

Gostaria de deixar bem claro que esse texto não é meu, mas é um dos mais belos poemas que eu já li em minha vida e, por isso mesmo, eu gostaria de compartilhar ele aqui.
É um texto de uma grande amigo que o tempo afastou, um verdadeiro exemplo.
A leitura é bem difícil, pelo menos para mim, por causa das lágrimas que enchem os olhos e embaçam a visão.

Com vocês: Ewerton Lacerda e a... 

...poesia dos sentidos

Olhos se fecham,
Se vão
Se perdem  na incompreensão,
Choram
Mas sao eternos.

Bocas se calam,
Metem
Beijao loucamente,
Morrem
Mas deixam palavras para o sempre.

Ouvidos sao surdos,
Burros
Fingem nao escutar,
Zumbem
Mas ouvem palavras que não vão acabar.

São os sentidos
Do prazer
Do viver
Do morrer
Do partir
Do sorrir,
Do amar, sim do amar
Que nos enganam
Que nos fazem acreditar,
Que nos deixam assim chorados, apaixonados
Ao ver mais um cego nos deixar
Mais um mudo
Um surdo
Um sentido, enganado, mas amado,
O sentido de quem ama, que se engana
Que não se importa em chorar.

Foi lindo ver o sentido não morrer,
Não esconder, a verdadeira incerteza
Foram surdos, mudos e cegos
Enfim foram eternos,
Pois são assim que eles são.

São eles vivos,
Os sentidos
O amar
O falar
O chorar,
o não deixar de acreditar
que olhos são eternos,
que bocas só falam o inesquecível
e que ouvidos só ouvem o que não vai acabar,
só sabe quem ama,
quem se engana,
na verdade,
 da mais pura verdade
enfim quem sabe que sentir é eterno.

Por Ewerton Lacerda,
Dedicado a Gustavo O’Dwyer
Em homenagem àqueles que merecem estarem juntos.
20/06/09

E eu agradeço 

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